˙∆ teogonismo
A partir de algoritmos o computador nos apresenta o resultado dos jogos que foram tensionados dentro de sua memória. Chamaremos este conjunto de programas de “teogonia icônica: imagens do deus computacional”, em algumas versões. Tomamos o termo “teogonia” emprestado de um poema escrito por um grego chamado Hesíodo, que viveu no final do século VIII a.C.:
“Hesíodo foi um mestre da poesia instrutiva; viveu em Ascra, na Beócia, na parte central da Grécia continental, e é recordado agora por seus dois poemas, a teogonia e os trabalhos e os dias. O primeiro pode ser chamado de ‘genealogia dos deuses’, sendo um poema sobre os mitos do panteão grego de deuses e deusas” (Ronan, 1987:67).
Hesíodo viveu no início do que podemos chamar da era de ouro da civilização grega. Sendo assim, sua obra ainda tem um ar micênico e minoano, sendo ele ao mesmo tempo herdeiro das antigas civilizações mediterrâneas e progenitor, junto com Homero, de uma nova era. Como herdeiro de uma cultura anterior, Hesíodo segue a antiga tradição do menestrel e do contador de histórias (ibidem).
RONAN, Colin. História ilustrada da ciência. Volume 1: Das origens à Grécia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1987.
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