
São Paulo, 13 de abril de 2010.
Caros Compatriotas,
Chega o momento de tratarmos de outro aspecto nefasto do campo que mapeamos e nomeamos – nominalismo – de arte. As distorções que a arte cria na racionalidade humana e nos espíritos corretos são várias e muitas delas já foram dissecadas e externalizadas por nós em outras oportunidades. Temos que desmascarar agora o patotismo, ou a característica presente nos seres capoeiristas de se unirem em bandos com a intenção clara de espalharem, como um vírus, suas idéias e ações que tanto mal causam nos espíritos mais fracos, suscetíveis ao discurso da arte. Com o objetivo de angariarem o maior montante possível de recursos públicos ou privados na forma de editais supostamente dedicados à cultura, as patotas revezam as premiações entre seus integrantes. Queremos aproveitar para esclarecer que cultura diz respeito a cultivo, e devemos cultivar o que é em essência bom e promissor, e não o espírito ganancioso de artistas enfiados em confortáveis buracos quentes sob o solo que se instalam os patotistas. Na falta de editais, as patotas organizam-se e protestam veementemente junto dos que dedicam-se a dirigir, politicamente e pateticamente, o destino de fundos públicos e privados. Dentes estes destaca-se, atualmente, Cássio Quitério, do SESC. Os fundos denominados privados revelam-se, em verdade, públicos, já que apoiados por leis patotistas que legislam em direito próprio, os recursos privados destinados ao financiamento das propostas absurdas apresentadas pelas patotas é abatido integralmente do imposto de renda devido por estas instituições particulares obscuras. Qualquer um que tente revelar ou insugir-se contra o caráter imundo das agremiações a que chamamos de patotas é imediatamente hostilizado e xingado através das palavras mais infames e depreciativas. Fora de uma patota, estabelecida em universidades, centros de arte, museus, galerias ou prêmios, não há a menor possibilidade de acessar o torrencial oceano de dinheiro dos editais. Quem recusa-se a aderir ao universo patotístico é deixado a margem, marginalizado de maneira brutal, já que não integra esta classe tenebrosa: a classe dos artistas.
paulão 13
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