DO VIGARISTA PAPEL CORROMPEDOR DA ARTE
São Paulo, 29 de março de 2010.
Caros Compatriotas,
Todos já sabemos que o modo de ser – substância – e de aparecer – fenônemo – do artista é a vigarice. Vigarice barata que encontra solo fértil nas cavernas quentinhas da promiscuidade. Falta desmascarar o modo de operação – modus operandis -, de maneira mais detalhada e atenta, destes que se dizem artistas ou que produzem algum tipo de atividade que possa encaixar-se nas categorias da farsa ilusória (arte).
Platão, guardião da beleza, posicionava-se corretamente a favor da maior racionalidade possível sempre, considerando que a poesia mimética é nociva por fazer uso de emoções extremas e de ações guiadas pela emoção. A poesia mimética se dirige e gratifica a porção inferior, a parte de nós que se lamenta e faz isso as custas da parte racional que deveria governar as almas saudáveis. Os heróis, com suas questões e lamentações, podem corremper até mesmo os indivíduos que são governados pela porção da alma nobre, racional. O distanciamento provocado pelo contexto artístico nos leva, maqueavelicamente, a uma valoração de sentimentos que devemos evitar na vida real. A arte corrempe por criar réplicas mal feitas de formas ideais. Através da mentira tais réplicas comovem, enganam e iludem. Cabe ao homem de bem, ao ser que se pauta pela retidão, afastar-se destas figuras nefastas engendradas pelos vigaristas que se denominam artistas. Em contato com a arte nós relaxamos a guarda e permitimos um colapso de nossa racionalidade. Entramos em transe pernicioso. Nossa simpatia com a vigarice que é a arte decorre do fato de que esta nos dá inegável prazer. Um prazer perigoso, corrosivo, pois deixamos de valorar o que é essencial para deliciarmo-nos cada vez mais com o fácil prazer que a mentira nos oferece. Este hábito pode acabar por corromper completamente nosso compromisso e ligação com a racionalidade e com a verdade na vida real, fora da loucura da ficção da arte. De tanto absorver e ser absorvido pelas imagens miméticas insanas da arte, o homem, psicologicamente abalado, passa a agir e reagir de modo semelhante em sua vida real. Por isso o homem são, saudável em suas faculdades físicas e mentais, deve ser iconoclasta e ter verdadeiro horror as imagens, ídolos vazios. Adorar as imagens é ser completo servo da vigarice, é colocar uma camisa de força em si. A arte, e os vigaristas que dela se locupletam, devem ser abandonados a seus próprios destinos e declínio, de modo que os homens de bem possam prevalecer sobre a terra, acompanhados da correta beleza e do correto desenvolvimento do corpo e da alma, unidos em um só ideal: a verdade eterna, imutável, indissolúvel e inquestionável.
paulão 13
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