retomando o +zero, voltamos com macumba completa e irrestrita: homenagem a paulo henrique com pai profeta e pai joão, para o ser urbano. trata-se de projeto de instalação em forma de macumba. macumba sincrética sonora que surge de uma idolatria, um culto a imagens. a imagem materializada neste caso é composta por uma pequena base, um semi altar, onde repousam as figuras de dois pequenos preto-velhos (pai profeta e pai joão), ou pai-pretos (pai profeta e pai joão), dotados de características sonoras. a partir da concreção de algumas possibilidades emergentes de suas características sonoras surge um diálogo, uma troca, a construção de um lugar constituído por processos de comunicação. as entidades comunicam-se a partir do texto das cidades invisíveis, de italo calvino. trechos do texto invisível são intercambiados de forma recombinante. em meio a todos estes signos que giram está paulo henrique, o homenageado, a quem a macumba é devotada. paulo henrique, entidade cosmopolita, habitante invisível das grandes cidades, apresenta-se fenomenologicamente como a imagem de um mapa de uma pólis imaginária – fruto de seus processos inconscientes –, que serve de pano de fundo para a macumba. a intenção das preces dos preto-velhos, ou pai-pretos, é a exaltação deste ser urbano invisível, desencarnado na figura-mapa de paulo henrique. o diálogo-macumba-homenagem é intenso e ininterrupto. acompanham a instalação-macumba oferendas em forma de livro-arte-utilitário construído especialmente para o ritual que, seguindo a tradição de todo tipo de oferenda, será jogado ao abismo e ao esquecimento logo em seguida. em frente ao semi-altar os espectadores e visitantes poderão postar oferendas, para a glória dos preto-velhos, ou pai-pretos, e de paulo henrique, o homenageado. finalmente, a seguinte legenda estará presente:
homenagem a paulo henrique
pmdn +zero do brasil, 2010
instalação-diálogo-homenagem em forma de macumba
2 preto-velhos, ou pai-pretos, de cerâmica pintados, imagem fotográfica, base semi-altar, aparato eletrônico para a produção sonora, produção sonora
a instalação-diálogo-homenagem será realizada nos dias 12, 13 e 14 de novembro de 2010, no ser urbano.
já de volta ao brasil, tive o prazer de receber esta tarde o sr. nicolau centola, do ++caycepollard coletivo de arte computacional;, em minha residência, para discutirmos os rumos da arte computacional no mundo e traçarmos metas para o próximo semestre. foi conversa deveras produtiva, onde saboreamos queijo coalho e salsichas com suco de melancia e água de coco. em breve novidades
Gostaria, neste pequeno texto, de abordar um tópico essencial no que tange à experiência de estar no mundo através da ótica humana: a busca pela salvação: e a busca pela salvação especificamente pelo viés estético: a práxis e a contemplação do fenômeno artístico. Observamos, cotidianamente, o fascínio que a arte exerce, em forma de sedução, nas mentes mais diversas. A juventude contemporânea, fruto direto das experiências pós-pop, encara este fascínio em duas frentes, que são distintas mas que se confundem e complementam-se: um aspecto de puro trabalho, sendo portanto marxista, e outro de pura diversão, sendo assim niilista. Os jovens e as jovens buscam salvar-se pela arte no ponto de encontro, de puro tensionamento, entre marxismo e niilismo. Nada entendem disso, e esta pouca compreensão é a base do nada sobre o qual funda-se a salvação dos jovens e das jovens pela arte. Como sabe-se, a juventude refuta seu aspecto juvenil, primaveril. Tenta esconder-se por trás de um manto – artefato feminino – roto de sabedoria que não existe. Sentem-se ofendidos ao serem chamados de jovens. Pedem para que isso cesse. Com esta atitude bestializada apenas perdem tempo de vida e oportunidades de iluminar um mundo cada vez mais velado. Sentem uma atração pela obscuridade doentia, assim como as baratas sentem pelo açúcar. Como salvação, tentam encontrar na tensão entre trabalho e despreocupação – curtição – a superação de um modo de vida doentio. Querem ser artistas. Afirmam: EU QUERO SER ARTISTA, sem nem saber a gravidade que esta afirmação contém em seu cerne. Querem ser capas de revistas da moda, aparecer em comerciais de televisão, ganhar premiações em Cannes, transa com meio mundo de forma descartável. A arte, entretanto, não pode salvar estes jovens e estas jovens, dominados pelo rivotril, droga das drogas. Dominados pelo ácido. Dominados pela erva. Dominados pelo lisergismo acanhado. Dominados pelo MD. Dominados pelo rock sujo. Dominados pelo hálito de pinga barata. Dominados pela sensação falsa de liberdade existente em voltar de ônibus bêbado e vomitado para casa as 8 da manhã. Jovens que anseiam em alcançar a arte, mas que estão somente preocupados em sua auto-afirmação, em mostrar que seu estar no mundo tem alguma importância. Infelizmente – ou felizmente – tais bestas absolutamente nada entendem da esfera do novo, do frescor com que a arte se preocupa. As mentes jovens estão contaminadas pelo design e pela publicidade: pelo lixo, por estas doenças atuais que corroem e envenenam o pensamento correto, a corretude, e a vivência dos que se acham auto-suficientes. Contradição, já que a auto-suficiência, em termos cósmicos, é inviabilizada pelo pensamento complexo sistêmico organizador. Só é possível auto-suficiência no campo da arte, campo que estes jovens não estão preparados para enfrentar, com seus miserentos papéizinhos coloridos. A juventude está perdida, trancafiada, em si mesma: não constitui kósmos. O que poderia ser uma aproximação com a arte revela-se afastamento: pólos invertidos: inversão polar. Para que a arte possa salvar é necessário banhar-se em seu límpido rio. É necessário aceitar Duchamp, filiar-se ao seu jogo de xadrez. Mas não: a juventude não concorda com a recombinação sígnica, com o constante estado de in-venção, com o recorte Duchampiano. Acham confuso e sem valor. Por isso vivem deslocados, em estado de deslumbramento constante. Em hipnose. Deslumbram-se a cada nova moda lançada, a cada efemeridade que materializa-se. E assim vão vivendo, cada vez mais distantes da verdade que a arte traz de maneira pura e límpida. Querem ser artistas. Querem a verdade. Mas não podem alcançar nem uma coisa nem outra. A juventude atual quer ser levada a sério, aspecto incompatível com a arte e a possível salvação surtotópica que esta oferece. O que esta juventude, envelhecida, considera arte é mera aguaceira fenomenológica.
paulão 13
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depois da grande premiação ismiril, acaba de ser anunciado que ganhamos o importantíssimo prêmio disputacio das artes anormais de 2009! dedicamos tal premiação a ivo assad ibri
fotos resgatadas do celular do aliado chan. retratos de um tempo alegre, descontraído e inocente. +zero na avenida paulista, no sesc paulista. isso, claro, aconteceu em uma época anterior a presença dos ratos que tomaram completamente o sesc. imagina o mano bombadinho chamar a gente pra fazer isso hoje! rolê da maloqueragem projetiva.
Por mais de uma vez já expressamos amplamente nossas concepções sobre o status da arte. Na realidade tais concepções não são meras opiniões, coisas sem valor. Ao contrário, tratam-se de uma compilação epistemológica avançadíssima, destilada pelas mentes mais privilegiadas que nesta terra viveram. Estas concepções nos apontam claramente a arte como o supra sumo da irrestrição ampla. Nada deve dizer ao artista a respeito de sua produção ou conduta no que é chamado de circuito das artes. É por isso que toda vez nos causa grande espanto e dissabor a constatação de que o referido circuito está cada vez mais impregnado por proibições insensatas. Nada se pode fazer neste circuito sem a expressa permissão de mentes completamente abiloladas. Não se pode jogar bola, não se pode beber, não se pode transitar livremente, não se pode intervir. Entretanto, o uso de rivotril é liberado, assim como o uso de tóxico em pó no banheiro. A chamada classe artística está conformada em um plano geral, pois trata-se de classe, e não de individualidade. Falam de interferência destrutiva e de desrespeito ao que consideram trabalho. Ai está o erro, como apontamos no post anterior. São vadios que se consideram trabalhadores. São inúteis que acham ter algum tipo de veia poética. Este tipo de compreensão equivocada a respeito do ser da arte permite o livre trânsito de vermes vigaristas marxistas, que se escondem nos buracos quentinhos e imundos que o circuito das artes proporciona. São patrulhadores ideológicos em espaços que deveriam ser livres, mas que são dominados pela condição do absoluto não.
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O +zero surgiu da necessidade de materialização de um constante estado de invenção lúdico, dai o aspecto puramente desinteressado e fantasioso das proposições apresentadas pelo grupo. Não há preocupação com o trabalho no sentido marxista do termo, que impregnou a concepção equivocada de arte dos que costumam se apresentar no circuito das artes. São todos vigaristas marxistas que pensam produzir objetos através do trabalho para depois serem alienados pelo próprio trabalho. Esta visão vigaristóide está simbiotizada com a produção, crítica e fruição da arte equivocadamente confundida com labuta. A arte é anterior ao trabalho e isto lhe confere a autonomia necessária. Por isso o +zero do brasil e seus integrantes não vivem de arte, não ficam esperando editais ou reclamando que o governo não disponibiliza mais recursos para o circuito das artes, que é o circuito do vigarismo. Não da vigarice ficcional, que surge do constante estado de invenção lúdico que constitui a fonte primária da arte, sua causa formal em sentido aristotélico, mas sim da vigarice marxista que tenta fragilmente transmutar-se em filosofia. Por isso, e por coisas mais, o aspecto marginal favelado satanista do +zero. Quem isso entender e interiorizar terá automaticamente sua alma salva da completa capoeira do zimbábue.
paulão 13
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pdc! indo de novo pra terra do imortal tricolor, clube de tantas glórias. em ocasião da sétima bienal do mercosul, onde o pmdn irá apresentar o monumental trabalho “street fighter IV vendado”
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Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
50 anos de glória
Tens imortal tricolor
Os feitos da tua história
Canta o Rio Grande com amor
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Nós como bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o Grêmio
Aonde o Grêmio estiver
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver
Lara o craque imortal
Soube seu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar
Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo e que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver