2009 se estabelece como ano do triunfo do plano. ocupamos os espaços de maneiras até então inimaginadas. o negócio é ocupar os espaços. artur matuck drum kit aprovado para exposição no simpósio da abciber. tudo isso é produto automático de uma prática animalizada por nós exercida com total prazer e fervor. é prazer, fervor, divertimento e sacanagem. os artigos de fabrizinho e raphinha também foram aceitos para apresentação oral. o negócio é crazy tape mil grau.
a propostinha:
ARTUR MATUCK DRUM KIT
Memorial de exposição apresentado ao eixo temático “Estéticas e ciberarte”, do III Simpósio Nacional da ABCiber.
pmdn +zero do Brasil é configurado por:
Fabrizio Augusto Poltronieri[1]
German Alfonso[2]
Jonattas Marcel Poltronieri[3]
Raphael Dall’Anese Durante[4]
Resumo
Partindo da idéia de que a vasta obra de ARTUR MATUCK reorganiza e agrega idéias dos campos da arte, da filosofia e da comunicação provenientes dos mais importantes pensadores, artistas e acadêmicos, o pmdn +zero do Brasil pretende construir parafernalha que possibilita a recombinação áudio visual de títulos de entidades que representem a convergência afuniladora do pensamento matuckiano. Assim, nosso propósito é oferecer bateria interapactativa espiralóide. elovupion sourje.
Palavras-chave
Artur Matuck; drum kit; funil; jogo; espiral
Memorial de exposição
O pmdn +zero do Brasil torna público, através deste, a instalação aberta a participação pública ARTUR MATUCK DRUM KIT, obra interativa que presta homenagem ao artista e acadêmico Brasileiro, pioneiro no campo da arte tecnológica: ARTUR MATUCK.
Seu vasto currículo impressiona: “ARTUR MATUCK tem atuado, no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Europa, como professor, pesquisador, escritor, artista plástico, diretor de vídeo, performer, produtor de eventos de telearte e mais recentemente como filósofo da comunicação contemporânea e organizador de simpósios internacionais. Desde 1977, tem apresentado conferências, oficinas, e projetos, nacional e internacionalmente, em tópicos diversos tais como Artes Mediáticas, Arte e Tecnologia, Telecomunicações e Artes, Televisão Interativa, Arte Performance, História da Arte, Arte Combinatória, Direitos Autorais, e Criação Textual Computacional. Em 1984, no Brasil, inicia carreira universitária, assumindo a disciplina de Multimídia e Intermídia no Departamento de Artes Plásticas na Escola de Comunicações e Artes da USP. Atualmente ministra disciplinas de Comunicação Digital no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo também da ECA-USP. Atua ainda como professor-orientador nos programas de pós-graduação em Ciências da Comunicação e em Estética e História da Arte ambos da USP. Sua produção artística tem sido exibida nas Bienais de São Paulo em 1983, 1987, 1989, 1991 e 2002. Em 1990, recebeu o prêmio na categoria video-arte da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Em 1991, foi artista visitante no “STUDIO for Creative Inquiry” na Carnegie Mellon University, em Pittsburgh, onde produziu Reflux, um projeto mundial de telecomunicação e arte, considerado pioneiro da produção estética colaborativa em redes. ARTUR MATUCK é o criador e propositor de Semion – um Sinal Internacional para Informação Liberada, uma proposta alternativa às instituições da propriedade intelectual e que representa uma contribuição aos debates acerca da informação na era eletrônica. Desde 1995, desenvolve pesquisas sobre as formas híbridas de criação textual co-autorada entre agentes humanos e sistemas computacionais, através do Projeto Literaterra/Landscript. Desde 2002 tem organizado o Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital, intitulado Acta Media, na Universidade de São Paulo. De Julho de 2006 a Junho de 2007, realizou estagio de pós-doutorado no Laboratório NT2 (Novas Tecnologias, Novos Textos) da Universidade do Quebec em Montreal, Canadá. Sua produção teórica tem sido publicada nos EUA através do periódico Leonardo, publicação oficial da Sociedade Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia”.
O projeto parte da idéia de que a vasta obra de ARTUR MATUCK reorganiza e agrega idéias dos campos da arte, da filosofia e da comunicação provenientes dos mais importantes pensadores, artistas e acadêmicos. É, portanto, ampla produção agregadora, espécie rara de funil, quase buraco negro, para onde o pensamento sofisticado destes pesquisadores converge. É como se ARTUR MATUCK fosse uma estrela maior, que irradia luz e organiza, em forma de sistema, estes pensadores. Temos aqui constituído o aspecto macroscópico de seu pensar e agir. Microscopicamente, a mente de ARTUR MATUCK aparece ao mundo na forma de núcleo de átomo – núcleo atômico – que mantém a produção intelectual mundial orbitando em camadas ao seu redor. São esses dois modos de aparecer e de ser de ARTUR MATUCK – o modo macroscópico e o modo microscópico – que possibilitam o plano existencial do ARTUR MATUCK DRUM KIT. O centro do projeto é uma bateria – instrumento de percussão – composta por 5 peças: bumbo, caixa, 2 tom-tons e surdo. Junto a bateria repousam um banco e um par de baquetas-fera, itens necessários para que o público sinta-se a vontade com a bateria. O set de bateria montado é, na realidade, uma metáfora que permite acessar os dois níveis, já descritos, da essência de ARTUR MATUCK: o nível estrelar-macroscópico e o nível atômico-microscópico. O projeto-instalação-áudio-visual processa-se da seguinte maneira: cada peça da bateria conta com um pequeno sensor-piezo, que é acionado toda vez que a peça correspondente sofre a ação mecânica ocasionada pelo golpear de uma baqueta em sua superfície. Fios ligam cada sensor a um microcontrolador que, por sua vez, está conectado a um computador com sistema de amplicação – caixas de som – e projetor. ARTUR MATUCK é o elemento central, organizador. Ao ser acionado o bumbo, emite-se o som da palavra “ARTUR”, com a imediata projeção da metade de sua face, correspondendo ao lado esquerdo, na parede em frente da bateria. A palavra “MATUCK” está mapeada na caixa que, acionada, reproduz o som da palavra e projeta a metade direita da face de ARTUR MATUCK na parede em frente da bateria. O bumbo e a caixa possuem valores imutáveis e, justamente por serem as peças utilizadas com maior frequência, correspondem a ARTUR MATUCK. As outras peças são mapeadas de maneira randômica, sempre com o primeiro nome ou o sobrenome de algum importante artista, filósofo ou pensador. O que processa-se a partir de então, é jogo recombinante entre a subjetividade do interator e a mente de ARTUR MATUCK, da qual a instalação é um simulacro. Acionando as peças em composição diversa, dá-se origem a metamorfoses, hibridizações do pensamento destas grandes mentes em uma narrativa áudio-visual. A instalação dá origem a seres como “ARTUR SANTAELLA”, “SÉRGIO SIEPIERSKI”, “KANT VILÉM”, “NORVAL IVO”, “FLUSSER ARISTÓTELES”, “MATUCK GADAMER”, “BAIRON PASCAL” e assim por diante.
Para a realização do projeto são necessários os seguintes recursos: Projetor, sistema de som, bateria, microcomputador espiralóide e sala. O pmdn +zero do Brasil irá fornecer bateria, os sensores, o microcomputador espiralóide e os elementos formais (áudio e vídeo – sistema de som e projeção). O fornecimento do elemento “sala” fica à cargo da organização do ABCiber, lembrando que, para a montagem satisfatória do instrumento bateria, posicionamento de aparato sonoro e projetivo, a aparelhagem completa demanda espaço mínimo de 25m2.
[1] Fabrizio Augusto Poltronieri é professor universitário nas áreas do design e da arte. Conclui o doutorado em Comunicação e Semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde pesquisa relações entre o acaso e a arte computacional. Pode ser contactado pelo email fabriziopoltronieri@gmail.com
[2] German Alfonso é doutorando, mestre em artes digitais e pós-graduado pela University of the Arts London, Camberwell College of Arts e Central Saint Martins College of Art and Design respectivamente. Sua pesquisa atual concentra-se nos processos sociais de legitimação envolvidos no desenvolvimento e surgimento de novas formas artísticas, em especial as Artes Digitais. Seu email é: gancgana@gmail.com
[3] Jonattas Marcel Poltronieri é designer e diretor do estúdio Índice, onde desenvolve trabalhos com design interativo, moda e tecnologia. Pode ser contactado pelo email jonattas@indicedesign.com
[4] Raphael Dall’Anese Durante é mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2009), com a dissertação “Considerações sobre o caráter da liberdade no jogo entre homem e aparelho”. Desde 2006 atua junto ao pmdn intitulado +zero do Brasil – www.maiszero.org. Pode ser contactado através do email raphaeldallanese@gmail.com
